4-6

Madeira clara: 10 projetos e objetos apostam na elegância do material

Desde tempos imemoriais, a madeira é matéria-prima de moradias e utensílios. Na era do design limpo, ela encontra sua melhor expressão na versão clarinha típica de variedades como pínus, carvalho, faia, abeto e bordo, comuns na manufatura europeia. O apelo do material orgânico foi ouvido pelos criadores, que combinam características sensoriais com o racionalismo contemporâneo. Assim nascem até peças artesanais, como a delicada luminária trançada e a poltrona ondulante. Para esta última, o designer Eduardo Benamor Duarte buscou inspiração na obra do escritor brasileiro Paulo Coelho. “Mesmo objetos inanimados guardam uma essência espiritual…”, ele cita.

Fonte: Arquitetura e Construção

1-7

APARTAMENTO TEM SALA E COZINHA INTEGRADAS EM DECORAÇÃO PRÁTICA E CONTEMPORÂNEA

A vida na ponte aérea entre Rio e São Paulo tem momentos entediantes, mas outros deliciosos para o economista Alexandre Rodrigues. É pisar neste apartamento, localizado no Itaim Bibi, na capital paulista, e ele sente tudo descomplicar. Lá fora, trânsito, excesso de gente, de informação e de conversas ansiosas sobre finanças. Dentro do imóvel de 90 m², o projeto criado pela arquiteta Adriana Valle e pela economista Patricia Carvalho – que há 20 anos atua na área de decoração –, do escritório Migs Arquitetura, tem clima de loft aconchegante e deixou a vida bem fácil.

A nova morada foi adquirida para evitar a impessoalidade dos hotéis, que contribuía para o estresse. “Vi que era melhor ter um lugar definitivo onde pudesse trabalhar e também receber a família e meus filhos”, ele conta. Assim, fez apenas dois pedidos para Adriane e Patricia: queria um local de espírito contemporâneo e prático. A partir daí, elas tiveram liberdade. Em rápida reforma, a escolha de não revestir a laje de concreto aparente trouxe imediata sensação de loft. Na área integrada,concentram-se agora cozinha, sala de estar e de TV. O único ambiente privativo é o quarto com closet, aumentado após a eliminação da lavanderia.

Para que se tornasse prático e funcional, o imóvel recebeu uma paleta de cores de base neutra, em tons de cinza e terrosos. Tijolinhos e muita madeira foram acesos por um tapete verde majestoso, que exige toda a atenção para si. No entanto, houve controvérsias. “É um item de presença que nos encantou, mas inicialmente Alexandre detestou. Depois de muitas pessoas elogiarem a peça, ele passou a gostar”, ri Patricia, que é irmã do morador. Por ali, a marcenaria desenhada pelo escritório possibilita que tudo fique à mão, graças às muitas prateleiras. “Elas deixam tudo à mostra, isso faz com que tudo se mantenha organizado”, explica.

São facilidades somadas à mistura moderna de peças de design que levam Alexandre a um desembarque sem estresse em São Paulo. “É um apartamento que tem escolhas muito bem pensadas e estilo único”, ele resume. O projeto traduz, de certa forma, o conceito do escritório de arquitetura – o nome Migs vem de uma parceria de amizade de 42 anos entre as duas profissionais: “Gostamos do contemporâneo que seja funcional e atemporal, com toque vintage”, conta Patricia.

Fonte: Casa e Jardim

 

2-7

Bikes ganharam lugar especial na reforma deste apartamento assinado

Entre os motivos que o paulistano Takuji Nakashima cita ao contar por que topou se mudar de um apartamento onde estava confortavelmente instalado para este imóvel, na época precário e carecendo de reformas, despontam referências que fazem sentido sobretudo para especialistas. Como um gourmet diante de uma despensa repleta de ingredientes finos ou um enólogo na melhor das caves, o arquiteto se rendeu às qualidades do ótimo projeto. “Já conhecia o prédio e apreciava sua concepção racional, modular, o desenho limpo. Quando soube que havia uma unidade disponível, fui ver. As condições se encaixaram, tomei uma decisão rápida”, revela, sobre o processo iniciado em 2012.

O que havia ali de tão especial? Trata-se do Edifício Gemini, erguido em 1969/70 pela construtora Formaespaço – famosa pelo interesse em viabilizar a boa arquitetura – e com a assinatura do renomado Eduardo de Almeida. Já na época, os blocos de dez andares com estrutura de concreto aparente, paredes de tijolinho eesquadrias metálicas do piso ao teto foram reconhecidos: o trabalho venceu a categoria Habitação Coletiva – Obra Construída na premiação anual do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) em 1974.

Se os atributos da planta generosa para dois dormitórios permaneciam inalterados décadas depois, com a passagem do tempo os 87 m² clamavam por renovação. As redes elétrica, hidráulica e de gás precisavam de reparos, certos acabamentos pareciam envelhecidos. O proprietário não fugiu à sina autoimposta e traçou para a futura morada um projeto de sua autoria. Substituiu os materiais necessários, integrou parcialmente um dos quartos à sala (já que vive sozinho), transformou um trecho das dependências de serviço em closet…

Para gerenciar a obra, contratou um amigo, também arquiteto, e assim transcorreram os três meses e meio de visitas até Moema, na zona sul paulistana. No final, tudo arrumado, Takuji se mudou e tratou de descobrir o bairro. “Não tinha predileção pelas redondezas, muito pelo contrário. Mas fui me adaptando e agora gosto da região. Para mim, o mais importante é me sentir bem dentro de casa e saber que ela condiz com a proposta do todo, do edifício”, avalia. Ciente de que tamanho apreço a uma construção – ou à arquitetura em geral – poderia parecer estranho, ele refuta. “Que nada! Tempos atrás, outros moradores foram procurar o próprio Eduardo de Almeida para ele ajudar a desenhar caixilhos que substituíssem os originais, velhos e de aço, sem prejuízo no desenho. Não sou o único.”
1-6
6-5

7 CANTINHOS INSPIRADORES PARA AMANTES DA JARDINAGEM E ORQUÍDEAS

0

HOSPITAL A CÉU ABERTO

Na área do quintal, que só recebe o sol da manhã, a paisagista Claudia Muñoz posicionou  um pergolado para a recuperação e o cultivo de orquídeas. A estrutura de 4 x 0,70 m, executada pela Garcia Gamio, é composta por um pranchão de apoio e uma cobertura com sequência de ripas para pendurar vasos.

1-5

RECANTO VERDE

Para acomodar o orquidário e o viveiro de plantas do morador, o paisagista Luciano Fiaschi projetou um pergolado de ipê rústico sustentado por duas vigas de pedra. Os vasos ficam apoiados em blocos de concreto ou pendurados nas ripas de madeira da estrutura, que também deixam a luz natural entrar no espaço. Uma primavera camufla parte da estrutura e a trepadeira congeia faz as vezes de arbusto próximo ao espelho d’água.

2-6

REUNIÃO NA PASSAGEM

O corredor lateral ganhou vida nova com a instalação de estantes feitas sob medida com madeira reciclada da Hydrotec. Os móveis, criados pelo paisagista Gilberto Elkis, organizam ferramentas de jardinagem e vasos com plantas. Para completar o clima aconchegante, ripas de madeira revestem o piso e formam um painel na parede.

3-3

CANTINHO DOS HOBBIES

A paisagista e socióloga Mariah Villas Boas, da Jardineiro Fiel, não vê o tempo passar quando está no ateliê de sua casa de campo, ambos projetados pelo arquiteto Ernesto Tuneu. Também pudera: o ambiente é para lá de inspirador. É ali que Mariah cuida da coleção de orquídeas, faz mudas de plantas e restaura peças de decoração. A área, com estrutura de eucaliptos autoclavados, recebeu telhas translúcidas, para  luz tomar conta do espaço, e, no chão, pedriscos.

4-4

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

Graças à engenheira agrônoma Juliana do Val, da Gaia Projetos, o corredor lateral até então pouco explorado foi transformado em uma horta elevada, organizada em caixas revestidas por cruzetas. Esse modelo facilita o manuseio dos temperos e é ótimo para quem tem animais de estimação, pois dificulta o acesso deles às plantas. Nos fundos, Juliana projetou uma miniestufa para orquídeas com estrutura de alumínio e vidro.

5-4 6-5

APOIO VERDEJANTE

Dona de uma pequena coleção de orquídeas, a empresária Márcia Zahran resolveu juntar os exemplares em um só lugar para facilitar os cuidados. Os vasos ficam reunidos sobre um aparador de madeira posicionado na varanda.

Fonte: Casa e Jardim